sobre tempo.
Amizade requer tempo. Tempo para ouvir e tempo para falar. A única demonstração diária de amor que a amizade necessita e realmente clama, é o tempo. A amizade, a real, provém do tempo.
Obviamente, o tempo é uma medida relativa. E a relação que cada um julga necessário para a construção de uma boa amizade é completamente subjetivo. Para mim, é um tempo significativo. Preciso de uma convivência, de certo conhecimento e de certa intimidade para a amizade.
Se para construiur uma amizade requer-se tempo, calcule para mantê-la. Agora, faça um novo cálculo para mantê-la à distância. Caso precisem de um empurrão, na maioria dos casos, o esforço é maior. Pessoalmente, esta questão é variável, mas, no geral, creio que preciso, paradoxalmente, de menos tempo para manter velhas amizades. Ainda mais quando realmente não faço lá muita questão de mantê-la. Mantenho-a por comodismo, por rotina e não por sentimentos reais. Esse tipo só requer algum tempo. Uma saída num final de semana, uma festa aleatória ou mesmo uma tarde periódica no msn.
Acontece, que o destino parece ter enganado seu locutor, que sempre havia pensando, supervalorizando-se, calro, que sua amizade fosse indescartável. Agora, vê-se o contrário. Talvez eu seja muito mais descartável do que penso. E não me importo, sinceramente, com isso. Entristece-me pensar nisso. Mas logo passa. Mas, supervalorzando-me novamente, eu ofereço uma boa amizade. Sei ouvir, sei falar, sei dedicar tempo. E por você não ter dedicado o pouco de tempo que eu preiso para mantê-la, talvez a tenha perdido. Por 2 horas. Creio que não se importe; estou de mãos atadas.
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sobre você.
Eu me sinto um babaca toda vez que sento na frente de um pedaço de papel em branco. Acho difícil começar as coisas. Sempre tive mais facilidade para continuar uma redação com inícios prontos do que começar o meu próprio começo. Não me dou bem com multi-possibilidades. Eu prefiro imensamente, se me permite dizer, que as opções sejam limitadas. Honestamente.
Uma ampla variedade significa pensamentos demais. E eu não gosto de pensar demais. Pensar demais me deixa confuso. E confusão não é algo que eu queria.
Espere… devo desmentir tudo que disse anteriormente. O problema não está nas multi-possibilidades. O problema está em mim mesmo. Até quando as opções são óbvias, claras, simples, eu fico confuso. Não consigo perdurar em uma escolha. Vejo os prós e contras de cada escolha (mesmo que sejam limitadas a duas, condição básica para uma escolha existir). Escolho uma, porque é o que quero. Depois, volto atrás. Muito ameaça a primeira escolha. Ameaça coisas que não quero perder. Porque?
Simplesmente não posso ganhar em qualquer escolha que faça. Escolhas implicam perdas. Mas, eu simplesmente bloqueio isso. Acomodo-me ao tradicional, ao status quo, sem saber (ou ignorando o que sei) que há uma outra organização da minha vida que eu posso, eventualmente, preferir.
Como medir, entretanto, que ponto vale perder o que tenho?
Vê? Quero mudar, quero me arriscar, mas ao mesmo tempo me questiono sobre a validade dessa perda. Isso é o que acontece quando tenho opções. Talvez tenha que limitar minhas opções. Por mim mesmo. Auto-imposição: A partir de agora, esta é a sua única opção. Por mais difícil que seja, por mais catástrofes que possa acarretar, ela é única. Se o é, não há pensamentos. Logo, não há confusão. C’est parfait.
Engraçado. Agora sei o que devo fazer. Mas não sei quando. Sei. Mas e se adversidades ocorrerem?
Não! De qualquer modo, invariavelmente, impreterivelmente, isso vai acontecer. Quando eu te encontrar, vou dizer. Independente do que possa ocorrer, eu vou!
ps. Porque sinto que o que escrevo é sempre um nicho diferente do mesmo assunto? Uma roupagem nova para os mesmos problemas? Ela não é tudo o que eu penso. Ou é? Talvez seja. De qualquer modo… eu gosto de só pensar em você.
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sobre mim.
As férias chegam e eu, invariavelmente, começo a sentir coisas que pareciam suprimidas na correria dos meus dias convencionais. Não posso dizer que não gosto totalmente desse tempo no qual eu posso parar e refletir sobre minha vida. Eu gosto, realmente. É, geralmente também nessas épocas que eu tenho vontade de escrever. Quero escrever compulsivamente, sobre qualquer coisa.
Então, retorno. Não mais por peso moral para com quem possa estar lendo. Hoje não mais. Hoje, escrevo porque necessito. Coisa que nunca foi presente durante todos esses anos pelos quais passei blogando. A vida acadêmica trouxe algumas coisas positivas para a minha personalidade e essa, realmente, foi uma delas. Passei a necessitar menos aprovação dos outros e mais minhas, que percebi, tinha pouco, realmente.
Passei também, a ser mais corajoso. A falar coisas que antes não tinha coragem. Passei a exercer uma certa influência moral com os que convivo e notei que tenho esse “poder” (não que seja lá grande coisa) e passei a usá-lo, mesmo sabrendo que, muitas vezes, as outras pessoas têm poderes maiores e me dominam completamente e eu acabo por me sentir intimidado. Acontece, voltando ao foco, que essa coragem que sinto, existe. Entretanto, que ela não é tão grande assim como pode soar aos seus olhos.
Eu sempre me senti fraco em relação aos outros. Podem chamar de baixa auto estima ou de qualquer outra coisa que prefira. Não me submeto facilmente aos outros ideologicamente. Eu sou um diplomata nato, sem nenhum mérito aqui, por mais que pareça que estou me gabando. Eu sempre procuro ter pontos de vista multilaterais e, na medida do possível, ver um ponto em comum em visões completamente opostas. Acontece, que quando uma dessas visões é minha, eu tenho que suportar submetê-las, mesmo que apenas diante da opinião alheia, a uma certa submissão. E assim, eu pareço fraco perante a mim mesmo.
Eu não luto pelas minhas ideologias por não querer parecer intransigente. Não preciso ter essa afirmação de sempre estar certo. E isso é péssimo. Quando eu paro e penso, eu vejo que sou um babaca.
Eu sempre dou a razão para o outro, nem que isso signifique que eu vá ficar remoendo sentimentos que sei que não deviam estar lá. Porque eu não fico bravo com as pessoas? Porque eu simplesmente sempre penso, ou prefiro pensar, que sempre haverá uma justificativa plausível o suficiente para tudo? Eu quero perguntar porque você virou as costas para mim. Para esquecer o passado que você não quer mais lembrar por conta de algo que eu nem etava envolvido? Amizade não é uma coisa que se coloca de lado. Eu fiz o que estava ao meu alcance para que você se sentisse melhor e no fim você apenas esqueceu. Hoje, você não consegue sustentar uma conversa (por minha culpa, também) sem parecer sempre com pressa ou sem vontade de falar o que você sente. E enquanto a você. Porque eu não posso dizer a você que te amo. Porque quando eu estou próximo, um surto de covardia me vem à mente e só o que eu consigo pensar é que você é muito bonita para alguém como eu? O que isso importa? Porque eu tenho medo de sair machucado em qualquer coisa? Há verdades que eu não quero ouvir, claro.
No pain no gain me dizem. Eu mesmo me digo. Sei que é verdade, mas como fazê-lo maior que a minha covardia que o meu medo? Parece que eu vivo num laissez-faire, laissez-passer sentimental eterno.
E não basta saber que eu tenho chances para mudar isso. Eu sei que eu tenho. Mas não faço bom uso delas. De algumas das minhas lutas eu já desesti. Desesti por já ter tentato, reatado velhos nós. Mas, a fraqueza e a vontade que eu também não tenho são maiores e o nó simplesmente se solta. E também não sinto lá tanta falta. Agora, a outra luta, ainda há de ser vencida. Se não vencida, pela menos lutada. Porque só eu sei como eu não lutei. Não por falta de vontade. Por falta de coragem.
Coragem é o que sempre faltou em mim. Para tudo.
Não mais, não mais! (Talvez)
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sobre… nada.
Creio que a minha vida blogueira e a minha vida acadêmica não podem coexistir em perfeita harmonia. Enquanto estava nas férias, tinha vontade de escrever compulsivamente nesta pequena janela que olho agora. Já quando as aulas começaram, parece-me que sempre tenho coisas mais importantes ou interessantes para fazer. Não estou dizendo que não sinto falta do blog, porque sinto. Digo apenas que a vida universitária é o que eu realmente queria. Durante o colegial via a internet como uma rota de escape para os meus problemas cotidianos e para guardar todas as minhas frustrações diárias. Agora não. Não mais. Deste modo, não sei o que fazer mais com o blog. Estou meio desmotivado. Engraçado é que eu não consigo parar com ele. Já tentei, mas sei que uma nova tentativa resultará em fracasso quando depois de alguns dias eu quiser escrever novamente. Então, não tento mais. Além do fato de me sentir preso a vocês. E isso não se materializa como algo ruim ao meu ver, acreditem!
Sendo assim, senti a necessidade de vir aqui, conversar um pouco com vocês. Traçar um diálogo dentro de um monólogo, talvez. Alguns dirão que isso é impossível, mas quem sabe eu não possa mudar tal concepção. Bem, eu acho que não conseguirei fazer isso. Ater-me-ei, portanto, ao que considero mais fácil, fútil e menos digno de atenção da parte de vocês, porém bem mais fácil de escrever, o que é a minha intenção no momento. O que é, então, o mais fácil de escrever? Eu não sei, sabe?! Digo que tenho uma grande capacidade de não conseguir colocar o que penso em palavras. Quando digo não acreditam, mas tenho.
Eu já disse repetidas vezes sobre a confusão sentimental na qual me meti alguns dias atrás. Já falei da minha satisfação de estar na faculdade. Até esbocei um texto com teor político, ou pseudo-intelectual – como alguns desejam. Não falei, entretanto, da saudade do que deixei em casa. E não digo isso metaforicamente para dizer respeito a minha cidade. Eu digo a minha casa mesmo. Daqueles seres que chamo de família. Eu sempre soube, apesar de muitos duvidarem, que eu não sou tão apegado a minha família assim. Diziam que quando eu saísse de casa, morreria de saudades e todas essas coisas que todos de advertem. Eu não passei por nada disso. Não chorei, nem passei dias desejando estar em casa, longe disso. O que sinto é mais sensível e menos aparente. Sinto saudades, e muitas. Não as expresso com tanta efusividade quanto a expressa por outros. Apenas sinto saudades das pequenas coisas. Gostava de sentir as pequenas coisas do cotidiano de uma vida em família. Sinto falta disso. Sinto falta, mas agora vejo que o que eu estou falando é completamente desinteressante. E sei que é.. portanto pararei de falar. Queria falar de mais alguma coisa, deixar o post bem interessante e bem escrito. Mas não é o que acontece no momento. Mas não quero, ao mesmo tempo, apagar o que escrevi. Assim vou deixar. Assim.
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sobre aquilo novamente.
Não quero parecer repetitivo, mas a volta à vida universitária me impede de pensar em outra coisa que não seja você. Se o que tinha no post passado era uma saudade contida, hoje é uma realidade ainda em sonho. Nada do que tenho ainda é real. Mas ontem, seus dedos entrelaçados nos meus e aquele beijo de canto de boca me deixaram pensando. Talvez fosse uma alteração; talvez não. Mas, no fim, seus motivos te prenderam. E os meus motivos (menos importantes) me prenderam também.
Não penso, mais uma vez, em nada que não seja você! Mas, prometo que venho com algo menos subjetivo ou que continue subjetivo, mas que fale de outra coisa. A questão é, que sinto o que nunca senti. E vejo que isso é importante demais para deixar meus medos me impedirem de que meus sonhos se tornem realidade. Só estou aguardando o momento.. o momento..
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sobre confusão sentimental.
Dormir, para mim, é praticamente um ritual. Deito-me e logo me viro de lado para a parede, no canto direito do meu quarto. Depois de um tempo, viro (ainda de lado) para a parede esquerda. Canso. Viro de barriga para baixo e deixo minha cabeça virada para a direita. Canso novamente, viro-a para a esquerda. Mas, não é a posição correta. Viro para a direita novamente e a partir daí, sim, eu consigo dormir. Todo esse ritual por vezes é bem rápido e indolor. Entretanto, há vezes que há um déficit na relação corpo/mente. Meu corpo está cansado, mas minha mente está a fim de trabalhar. O que é raro, portanto, temos que aproveitar. O verbo aproveitar é questionável. O que penso não pode ser considerado aproveitável. O que penso nessas horas em que só escuto o relógio bater nas horas cheias são coisas tolas. E nas férias, todo esse ritual se repete e tem se repetindo por praticamente todos os dias. Obviamente, em decorrência do fato de eu não fazer nada o dia todo. Acontece que, nesses últimos tempos, sempre que deito e começo nesse ritual, tudo que me vem à mente é você!
Você, com seu sorriso de menina, me hipnotizou desde a primeira olhada. Mas ainda era inalcançável. Meninas bonitas não falam comigo. Mas você falou. E quando falou, sua voz era linda. Linda, mas que não deixava de lado a postura, a certeza, a segurança. Eu apenas tenho vontade de me sentar e ouvir você dissertar sobre qualquer coisa; qualquer coisa boba. Eu te ouviria por horas. Seu sorriso me faz rir. Mesmo agora, quando só penso em você, eu rio. Rio, por não saber da realidade desse sentimento. Por não saber se o que estou sentindo agora é o que há tempos não sinto e por ter quase a plena certeza de que meus desejos não serão realizados. Por minha culpa. Por eu ser desse jeito. Por eu não ter coragem de parecer ridículo e infantil na sua frente. Razões bobas para vocês, mas não subestimem o que digo. Não é tão fácil quanto parece. Só quero te ver logo. Só quero parar e ouvir suas histórias. Levar-te pra casa. Ficar com aquele frio na barriga quando você vem falar comigo, quando você liga. Sinto-me importante com você. Como se em tudo que você fizesse, houvesse um danilo alí no canto de sua mente. Não sei o que é isso que sinto. É complexo e simples demais chamá-lo de apenas amor. Não sei se é isso. Aliás, não sei nem diferenciar amor, não sei senti-lo. Não deste modo.
A impossibilidade me enlouquece, o ciúme de algo que não é meu me faz pensar no que quero, realmente. E, sinceramente, no momento, eu só quero que esse ritual do sono se encurte. E que eu pense menos. Menos. E menos em você, porque eu sei.. I’ll break my heart again..
ps.: Por favor, não banalizem o que disse. Volto a reafirmar que tudo isso é apenas uma confusão. Uma confusão sem nome ainda.
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sobre minha ingenuidade.
Eu me irrito comigo mesmo mais do que com a maioria das pessoas. Quase sempre me arrependo do que escrevo, do que falo. Mas, me irrito mais ainda, quando algo na minha cabeça me faz ser idiota perante a sua presença. Eu sei de tudo e mesmo assim prefiro fechar os olhos e achar tudo normal. Ingenuidade da minha parte de achar que as pessoas as quais eu escolhi para me rodearem (por confiar nos meus instintos e nas suas atitudes) merecem o tipo de importância que dou a elas. A questão é que eu me importo. Com o que seja dito sobre mim com o que acham de mim. Mas, a importância que dou a isso, é muito menor do que a importância do que dou às pessoas. Eu, muitas vezes, prefiro fechar os olhos e fingir que tudo que você me fez tem um motivo. Talvez não tenha. Talvez, eu seja motivo de risadas quando você pensa e vê quão patético eu sou. Eu sou patético mesmo. Finjo que nada aconteceu, não tenho coragem de acusar e não tenho frieza necessária para simplesmente te tirar da minha vida. Mas agora, começo a questionar. A sua frieza, a sua indiferença, essa parede que você constrói em torno de si, essa arrogância que você leva para todos os cantos. Mas, meu orgulho falou mais alto neste momento. Agora, eu espero ter coragem e frieza.
“You sit and you stare and you wait and you wonder. You think ‘maybe it’s me and I’m being a fool.’ You start to believe it’s a curse that you’re under. And you’re just a doll for a girl who is cruel, with a pin. So let me out, or let me in. Tell me how, we can win. Cause I really wanna know now, before I begin”.
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sobre consciência política.
Todos, invariavelmente, deveriam ter consciência política. Nem que fosse mínima, mas todos! Todos deveriam ler um pouco de jornal ou mesmo assistir ao Jornal Nacional e saber diferenciar o que realmente é verdade e o que não. Mas, sejamos francos, o Brasil é um país apolitizado. Com cidadãos apolitizados. Não entraremos no mérito aqui de quem a culpa é. Mesmo que para mim, a culpa é do próprio ser, porque acesso não falta! E não venha me dizer que falta, por favor! Mas, enfim.. Isso não muda o fato!
Há aqueles que, entretanto, têm sim, um dever perante a sociedade: os artistas, os que caíram nas graças do público, aqueles que gostam de vê-los a si próprios nas revistas (Não vamos entrar também no mérito de que em que grau esses artistas têm um dever perante a sociedade, porque esse é assunto para outro post [possivelmente o próximo!]). Eles têm um dever de disseminar a cultura no seu sentido mais amplo da palavra. Há não muito tempo atrás, tivemos a prova disso quando os artistas se mostraram contra a ditadura militar e voltaram suas músicas para os problemas que transtornavam a população (mesmo sem que ela soubesse) brasileira e suas atuações para fazer com que o povo realmente entendesse o que estava ocorrendo. Belíssima atuação! Foi nessa época que o propósito do artista realmente foi cumprido de maneira satisfatória. Razão: porque eles tinham embasamento e mesmo que lutassem só para ter liberdade nas suas músicas, eles sabiam sobre o que estavam falando. Tudo bem que, na época, quem tinha um pouquinho mais de cultura saberia claramente quem eram os mocinhos e os bandidos. Mas, não é essa a questão (vêem aquela minha capacidade do post anterior sendo demonstrada novamente?). A questão é que eles sabiam sobre o que falavam.
Hoje, neste exato momento, está muito na moda ser ‘Verde’ e ter consciência política. E quando se é os dois juntos.. Meu Deus, segurem esse aí! Mas, acontece que, os tempos mudaram, e os artistas já não estão sabendo o que falam e no fundo só querem mesmos causar controvérsia e aparecer na próxima edição de Caras. Não basta você assistir o Jornal Nacional e tirar suas conclusões, ser. Não basta, você ler Veja e achar que é intelectual, ser. Você tem que, além disso, saber diferenciar as coisas. Saber que existem jogos de interesses. E saber que eles existem, não é ver uma teoria da conspiração em cada ato político. Então, quando falo que os artistas têm uma influência na sociedade, eles vão e fazem coisas como essa e as pessoas vão, como cachorrinhos treinados ouvir o que o cara disse. Mas, me digam.. Pra que ouvir um articulador político? Pra que ler de uma fonte confiável? O atorzinho lá é muito mais legal, muito mais cool.
Sério.. Eu fico com muita raiva quando as pessoas falam sem saber sobre o que falam! Você é um artistinha medíocre que por um acaso se tornou famoso por ser considerado bonito. Isso, não te qualifica como um ser pensante. Você deveria ter o mínimo de ética e pensar no quanto de pessoas você está influenciando erroneamente por conta dessa sua fala. Quer se mobilizar contra a política? Ótimo, não estou afirmando que tudo vai a mil maravilhas aqui, mas saiba sobre o que fala. Já repararam que quando as pessoas não sabem falar sobre política, sempre culpam o governo? Claro, já que é o mais óbvio e previsível ser político ao anlcance das mentes incapazes de pensar que são. “A culpa é do governo. O governo rouba!”. E pior, eles generalizam de tal maneira o governo que chegam a ver o presidente como culpado por absolutamente tudo. E não é exagero! Eles realmente acham. Por favor, seres, pensem! O presidente é mero representante! Ele não decide tudo sozinho, ele não faz leis arbitrariamente, porra!
“O presidente Lula deveria intervir nisso, mas assim como o Sr. Mendes, que tem o rabicó preso, Lula libera verbas para os projetos do filhão, e não é pouca coisa não. (…). A idéia é: Votem Nulo” Vamos analisar essa frase que, além de ser ambígua é imbecil! Vote nulo, ser.. Vote sim.. é desse jeito mesmo que você vai ajudar a construir um Brasil melhor. É desse jeito.. Continue mobilizando pessoas para votar nulo, ser. Ou, melhor ainda.. Candidate-se ao cargo! Sim, porque não? O tio Arnold pôde, porque eu não posso, certo? Você seria um ótimo presidente! Vá à merda, ser! Você estava muito melhor quando queria ser capa da Capricho ou da Caras. Volte pro assunto que você finge entender (que é atuar, claro!) e fique por lá. As pessoas vão gostar muito mais de você se você continuar a ir na academia e beijando a mocinha da novela. Deixe esse papel de ‘eu-entendo-de-política’ para lá. Ele não tem futuro. E avise todos os seus amigos do ramo que eles também não têm futuro. Fiquem ao lugar ao qual vocês pertencem.. fazendo macaquices para a macacada que os assiste chorar ou rir. Você foi feito para isso. Ou então, ser, estude. Não vá fazer esse tipo de análise sem embasamento. Não assista ao Jornal Nacional e queria falar sobre política! “”No Brasil, a política é um câncer”, diz Tico Santa Cruz”. Ótimo. O que você propõe então? Arrancá-lo da sociedade e vivermos jogados? Você propõe um sistema anárquico talvez? Ou você pretende um sistema mais revolucionário? CALA A BOCA, IMBECIL!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHH! Como eu fico com raiva! Desculpem, mas eu não consigo me articular bem quando bravo. E eu estou muito bravo. Eu gostaria de salientar também, que eu não sou um esquerdista extremista, sim? Eu só me irrito quando falam asneiras sem nem saber. Fica com a porra da sua boca fechada. O que mais me assusta é a repercussão que isso pode trazer. Espero que nenhuma. Vou rezar para que nenhuma..
Estou adorando estar de volta ao blog. Ainda mais sabendo que posso falar o que quiser aqui. Mesmo tendo certa dificuldade para escreve.. Está sendo bom para mim novamente! Vamos só esperar que o segundo semestre não seja tão cheio como o primeiro e que me deixe livre e com vontade de postar! Até mais.
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sobre abandonos e pessoas.
Quase três meses e nenhuma notícia. Nenhum comentário inútil de minha parte. Nada. Devo admitir que fui omisso em relação ao blog; mas eu prometi a mim mesmo que não ia abandoná-lo, portanto, aqui estou novamente. Retornando de cabeça baixa à casa. Sinto que tenho muito o que falar, mas não sei se conseguirei articular satisfatoriamente todos meus pensamentos, mas mesmo assim tentarei. Não farei como nas mil vezes em que abri este pequeno painel e apagava tudo que escrevia. Desta vez, será para valer!
Como disse previamente, tenho muito o que falar. Começaremos então pelo óbvio. Estamos no meio do ano, férias! Nunca fiz um balanço de final do ano e pouco menos um de meio do ano pois me parecia muito inapropriado e sem propósito. Não mais. Farei, então, um balanço de meio de ano. Este ano, como vocês já devem saber foi um ano de grandes mudanças na minha vida. Motivos, mais uma vez óbvios terão que ser enumerados aqui: faculdade, morar longe dos pais e mais inúmeras mudanças que decorreram por conta dessas duas primeiras. Foi difícil no começo. Tive que me ambientar com pessoas que não conhecia, adentrar em um círculo basicamente fechado de amizades e fazer coisas relacionadas a isso as quais nunca pretendi fazer. Mas toda minha luta foi válida. Três meses depois de convivência quase que diária, tenho a absoluta e constante certeza de que estou rodeado das pessoas certas. “Marliyn Monroe once said: I believe things happens for a reason..” (momento One Tree Hill, perdão). E eu concordo com nossa estrela hollywodiana. E não posso deixar de pensar nisso no que diz respeito a minha conturbada entrada na faculdade. Precisei passar por uma certa dor e angústia para obter um imenso crescimento pessoal em ter a certeza de que eu criei laços de amizade por mim mesmo, que eu lutei por isso. E, pode parecer idiota para vocês, mas para alguém que nunca teve este papel e que temia isso mais do que tudo, é sim, uma grande barreira vencida. Meus pais dizem que a faculdade me mudou (não no sentido que agora estou usando drogas etc etc etc. Uma ponta de sarcasmo aqui), mas eu não acho isso. Digo apenas que tive que viver com o meu “eu” dentro de um outro “eu”. Sabe aquela sensação que você tem de que a sua vida é um papel branco para construir nele tudo que você quiser? Bem, eu não tive que ter essa sensação. Fui tentado, mas não precisei. É por isso que só tenho motivos para amar cada minuto em Marília. Quanto ao curso, também tenho certeza. É claro que há questionamentos, que há duvidas, mas não há quem tenha tamanha certeza, ou não haveria graça na descoberta. Mas não é este enfoque que quero dar ao meu lixo literal.
É nestes momentos em que eu paro e penso na minha imensa felicidade por conta das pessoas que me rodeiam, que eu temo pelo futuro. Não sei se devo adequar um sufixo negativo ao felizmente, mas eu me apego às pessoas muito rápido. Gosto quando sinto que confiam em mim e gosto da reciprocidade. Mas é este mesmo fator que me faz temer. Neste exato momento, creio que os 3 anos e meio que restam para a nossa convivência não será suficiente. Sim, papos infantis “eu-não-quero-deixar-o-colegial” são bregas, mas é isso que sinto. E me parece que não vou conseguir conviver tudo que gostaria. Esse sentimento estúpido é ainda mais embasbacador anexado àquele outro sentimento que todo avô sempre reclama de que o tempo passa rápido de mais. E como passa, vô! Ontem mesmo eu estava me formando na oitava série e fazendo juras de amizade eterna. O colegial passou como vento, toda a dor de cabeça e todas as lágrimas que o vestibular me causaram é passado e hoje eu estou jogado em uma sala de aula tendo estudando economia. É deveras algo que me surpreende, a rapidez deste tempo. Slow it down, time.. Deixa eu aproveitar minha vida da maneira que eu quero. Eu quero sentir cada música, esgotar cada pessoa, sentir cada momento, chorar cada lágrima, fazer minha barriga doer de tanto rir de cada piada, eu quero me foder de estudar em cada prova, me sentir bem em cada conversa, aproveitar cada nova aquisição, dormir em cada viagem, ganhar em cada partida de truco, beber cada gole de cerveja, rir com a perda de cada ônibus, comer cada kibe amanhecido, ficar cansado em cada ida à rodoviária, morrer de ler cada texto da Pecequilo. Eu quero viver cada momento intensamente, como nunca vivi até hoje!
Bem.. Acho que meu balanço aqui se encerra. Ainda tenho mais a dizer mas acho que não será um balanço. Na verdade, acho que nem o que escrevi previamente foi um balanço.. foram mais pensamentos jogados, pensamentos estes que, admito, foram influenciados por aquele ser que se veste de verde e anda com uma fada. Enfim, o que desejo falar à partir de agora é algo que ainda se relaciona com o meu “pseudo-balanço”.
Lembram-se quando eu cogitei a possibilidade de não conseguir articular bem minhas idéias? É neste momento que vocês podem perceber essa capacidade (sim, capacidade!) que eu tenho. Não sei se o que estou prestes a escrever é o que realmente sinto e não sei se deveria repensar minhas afirmações, mas enfim. O blog sempre me serviu para questionar meus próprios pensamentos diante dos de vocês, então, estou, mais uma vez, aberto a novas idéias. Mas, enfim.. vou falar o que penso mesmo..
A mesma loira atriz citada anteriormente também disse: “People change so that you can learn to let go..”. Na maioria das vezes, eu me sentia alvo e vítima dessa pequena enrascada do destino. Pela primeira vez, quem comete o crime neste filme, sou eu! Sim, a faculdade me mudou. Meu jeito de agir, minhas atitudes, minhas conversas e até meu gosto musical, mas mudou, principalmente, o modo como eu me relaciono com as pessoas. Não sou mais o poço de timidez que era. Sinto, por conta disso, que os meus amigos (com rara exceção de alguns) que aqui deixei não são mais os mesmos de antes. E não por conta deles, como sempre acontecia. Por minha culpa desta vez! Mas não quero fazê-los passar pelo que já passei dezenas de vezes (e não, isto não é uma metáfora hiperbólica). Quero continuar com a amizade prévia, mas parece insustentável. Não me reconforta nada saber que eu não mudei de maneira tão drástica assim. Mas eu sinto que eu sempre tive que me manter de um determinado modo para não ser julgado pelos meus próprios amigos, enquanto que agora não me preocupo mais com isso. É tudo muito estranho, se é que me entendem. Como lido com esse paradoxo? Ainda estou tentando compreender.. Mas toda vez que recuo e olho com uma visão isenta, não posso deixar de me ver como assassino neste crime no qual quem morre é a amizade, construída lentamente. Vivo num misto de euforia e descontentamento. Acho que, no final das contas, meus pais estão certos. Eu mudei.. mas ainda tento mesclar o novo com o velho, mas não sei até que ponto vale lutar pelo velho, e é isso que me faz pensar que ainda não mudei por completo. É óbvio que o passado fez de mim quem eu sou hoje e que fica impossível esquecê-lo completamente.. Ah, crises existenciais.
Enfim.. acho que agora encerrei. Este post estava dentro da minha cabeça desde o segundo mês nesta minha nova vida, mas ainda estava inacabado e confuso. Peço, portanto, desculpas a você, leitor, que, inesperadamente, sentiu falta dos meus posts. Fiquei, sinceramente, lisonjeado com os comentários perguntando onde estaria. Este mundo virtual também nos faz criar vínculos especiais.. Mas isso é assunto para um próximo post. Mais uma vez, desculpem-me. Não previa todo esse tempo longe, mas quando tudo coincide para uma ausência, não há como lutar. Final de semestre, provas, trabalhos, estudos e confusão mental, resultam, infelizmente, em falta de post. Mas, deixando a retórica de lado, prometo que não deixarei o blog tão logo. Sendo assim, despeço-me de vocês, deixando-os com um até logo.
“I believe that everything happens for a reason. People change so that you can learn to let go, things go wrong so that you appreciate them when they’re right, you believe less so you eventually learn to trust no one but yourself, and sometimes good things fall apart so better things can fall together.” -Marlyn Monroe
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pré-conceitos; reais.
Eu realmente me sinto mal e mau quando julgo as pessoas pelas aparências. Todo mundo sabe, a mãe sempre ensina que julgar o livro pela capa não é legal e quando realmente lemos a história, corremos sérios riscos de nos fascinar com a história. Entretanto, é inevitável que acabemos por julgar as pessoas. Não só pela aparência, mas pelo modo como se portam, pelo tom de voz, pela altura da voz, por tudo. É um conjunto de características que acabam por dar um parecer de como a pessoa é. Eu duvido, altamente, que alguém não faça uso desta técnica assim que conhece alguém. Conhece não, vê.
Sendo eu um mero mortal e que julga mais que a maioria das pessoas, assim que conheço as pessoas, julgo-as. Não por mal. Muito pelo contrário. Eu julgo porque é um instinto. Mas eu tenho a certeza de que, caso chegue a conhecer o alvo de meu julgamento posso vir a gostar do conteúdo. Acontece que, por vezes, o pré-conceito está certo. É quando a pessoa torna-se tão odiosa quanto parece nos seus pensamentos, nos seus julgamentos. Acontece. No meu caso, nunca havia acontecido. Se pensar bem, talvez tenha sim. Mas a pessoa em questão é um passo à frente. Se há algo que realmente não me atrai e que faz sentido contrário e me expulsa de qualquer possível contato é excessividade de efusividade. Se é que isso não seja uma ambigüidade. Pare de falar alto com seus comentário inoportunos. Pare de rir de piadas sem graça com o timbre mais alto que um alto-falante, isso causa poluição sonora. Pare de se vangloriar por atos medíocres que só são válidos no seu estúpido pensamento. Pare de estar em todos os lugares que eu quero estar. Pare de olhar para mim.
Eu sou uma pessoa absolutamente pacífica. Tão pacífico que chego a ser covarde na mais alta categoria de covardia. E não que essa seja uma relação normal, mas no meu caso é válida. Minha paciência esgota-se facilmente. Minha ação para recuperar a paciência demora algum período considerável de tempo. E até esse, em tão pouco tempo, está de esgotando. Não aguento mais ter que te ver todo dia, e principalmente ter que te ouvir todo dia. Eu sabia que o meu pré-conceito estava correto quanto a você. Sabia que o seu modo de andar, falar, viver, respirar me irritariam. Agora conheci, posso realmente basear minhas afirmações em fatos.
Ah, desculpem. Estava precisando há tempos desabafar em um local seguro para pessoas de confiança. Não faço por mal, apenas não agüento mais. Por favor, digam-me que não estou sozinho nessa empreitada de odiar furiosamente um certo tipo de pessoas com determinadas características totalmente irritantes. Sinto-me até melhor agora.
Só um último comentário: alguém achou extremamente irônico o fato de uns certos índios esfaquearem um engenheiro quando discutiam a possibilidade da construção de uma hidrelétrica? Sem entrar em maiores detalhes..
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