pré-conceitos; reais.
Eu realmente me sinto mal e mau quando julgo as pessoas pelas aparências. Todo mundo sabe, a mãe sempre ensina que julgar o livro pela capa não é legal e quando realmente lemos a história, corremos sérios riscos de nos fascinar com a história. Entretanto, é inevitável que acabemos por julgar as pessoas. Não só pela aparência, mas pelo modo como se portam, pelo tom de voz, pela altura da voz, por tudo. É um conjunto de características que acabam por dar um parecer de como a pessoa é. Eu duvido, altamente, que alguém não faça uso desta técnica assim que conhece alguém. Conhece não, vê.
Sendo eu um mero mortal e que julga mais que a maioria das pessoas, assim que conheço as pessoas, julgo-as. Não por mal. Muito pelo contrário. Eu julgo porque é um instinto. Mas eu tenho a certeza de que, caso chegue a conhecer o alvo de meu julgamento posso vir a gostar do conteúdo. Acontece que, por vezes, o pré-conceito está certo. É quando a pessoa torna-se tão odiosa quanto parece nos seus pensamentos, nos seus julgamentos. Acontece. No meu caso, nunca havia acontecido. Se pensar bem, talvez tenha sim. Mas a pessoa em questão é um passo à frente. Se há algo que realmente não me atrai e que faz sentido contrário e me expulsa de qualquer possível contato é excessividade de efusividade. Se é que isso não seja uma ambigüidade. Pare de falar alto com seus comentário inoportunos. Pare de rir de piadas sem graça com o timbre mais alto que um alto-falante, isso causa poluição sonora. Pare de se vangloriar por atos medíocres que só são válidos no seu estúpido pensamento. Pare de estar em todos os lugares que eu quero estar. Pare de olhar para mim.
Eu sou uma pessoa absolutamente pacífica. Tão pacífico que chego a ser covarde na mais alta categoria de covardia. E não que essa seja uma relação normal, mas no meu caso é válida. Minha paciência esgota-se facilmente. Minha ação para recuperar a paciência demora algum período considerável de tempo. E até esse, em tão pouco tempo, está de esgotando. Não aguento mais ter que te ver todo dia, e principalmente ter que te ouvir todo dia. Eu sabia que o meu pré-conceito estava correto quanto a você. Sabia que o seu modo de andar, falar, viver, respirar me irritariam. Agora conheci, posso realmente basear minhas afirmações em fatos.
Ah, desculpem. Estava precisando há tempos desabafar em um local seguro para pessoas de confiança. Não faço por mal, apenas não agüento mais. Por favor, digam-me que não estou sozinho nessa empreitada de odiar furiosamente um certo tipo de pessoas com determinadas características totalmente irritantes. Sinto-me até melhor agora.
Só um último comentário: alguém achou extremamente irônico o fato de uns certos índios esfaquearem um engenheiro quando discutiam a possibilidade da construção de uma hidrelétrica? Sem entrar em maiores detalhes..
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Ah, com certeza. Sofremos e fazemos o outro sofrer com esse tipo de atitude, mas é quase inevitável já ir juntando pensamentos para montar nossos conceitos sobre a pessoa ou a situação. E é tão difícil ser “superior” e tentar não apontar o dedo. Mas acho que é algo que devemos buscar sempre.
Bjitos!
Ficou muito bonito seu blog novo.
Apesar de eu demorar um pouco pra perceber que você voltou a postar.
Mas já li os posts e adorei. Concordo com 98% de tudo o que vc disse, exceto algumas vírgulas ~~ hehe.
Um abraço,
Habner
P.S.: Gostei de ficar sabendo que vc passou na facul. Parabéns, mesmo que atrasado!
Eu também acho que é inevitável fazer pré-julgamentos. Mas, não é inevitável agir de acordo com tais pré-julgamentos. Eu acho que isso que é importante, não deixar tais pré-julgamentos interferirem numa possível relação…
É claro que eu falo isso, mas eu mesma não sou assim
Eu não aprecio tudo o que citou aí, também, mas infelizmente já encontrei muita gente assim, e a gente aprende a suportar e até lidar com esse tipo.
Beijos!
Eu julgo sem pestanejar. Afinal, todo mundo julga, porém num fico com um pé atrás quando a pessoa vem conversar, sei lá, espero, acho que exatamente por eu ser pacífico. Se me agradar bem, se não ignoro.
E sobre os índios, hm, acho que 3000 mil índios para uma usina de produção intermitente, 3 meses, é bastante coisa para enxergar com um pensamento simplificado.
Poxa… somos vizinhos de blog e eu nem te conhecia! Sou outra hostee do TOR, prazer xD
Adorei o texto. Também tenho a mania feia de julgar os outros, e o pior, eu quase sempre acerto… dai nunca perco a mania.
Eeita, não sabia essa dos índios. Na verdade, nem sei se entendi o que você falou
Mais uma vez digo: faço das suas as minhas palavras. Eu tenho uma mania semi-incontrolável de observar pessoas que convivem comigo. E tem muitas que, inicialmente, eu não conheço mas que, só de observar, parece que eu já sei tudo o que eu preciso saber dela. Pelo jeito de agir, falar e se vestir dá sim pra saber e MUITO sobre uma pessoa. Quase em 98% das vezes, quando as conheço, elas demonstram ser realmente o ser desinteressante que aparentavam ser, em 1,5% dos casos, elas parecem ser legais quando nos conhecemos, mas o meu conceito pré estabelecido não me deixa assumir isso, sendo que, em algum dia mais para o futuro, eu arrumarei algum motivo para não gostar delas definitivamente, e somente em cerca de 0,5% das situações me fazem parar para pensar se julgar as pessoas é mesmo uma coisa certa. Então, diante das estatísticas (HAHA, nunca fui tão racional ^^), continuo julgando (;
Eu não tenho essa mania, e apesar de em alguns aspectos ela ser inevitável, eu o faço meio que sem querer, e já paro de pensar assim.
Não porque eu seja a rainha do bom-sendo e da simplicidade, mas é porque muitas vezes acontece comigo. Eu sou daquelas garotas que no início parece séria [prá alguns, metida, prá outros, nerd]. E ainda, ando com mais homens do que mulheres.
Meio que faz algumas pessoas acharam estranho. Mas, lógico, tenho meus motivos. E os melhores amigos que eu tenho, dizem que tiveram essa impressão inicial de mim.
Há pessoas que realmente são o que parecem. Mas não todas, garanto. Tente conhecer elas melhor, quem sabe você não se surpreende?
:*
Minha opinião sobre julgamentos e etc é exatamente igual a sua. Eu julgo as pessoas. Julgo a roupa, os gestos, o tom, a companhia, tudo. Assim como eu também consigo sentir a mesma raiva por alguém, bem assim, como descreveu. Exatamente, exatamente. Tô até surpresa com esse post, porque poderia, muito bem, ser meu.
beijos!
aaah essas questões são complicadas. porque as vezes vc pré-julga uma pessoa e não deixa e esse seu pré-conteito conhecer melhor a pessoa. aí vc fica sempre achando q a pessoa é exatamente aquilo que vc sempre pensou. e o que é pior, vc fica evitando a pessoa, ignorando-a, apunhalando-a só pelo seu pré-conteito. é por isso mesmo que evito ficar julgando as pessoas, prefiro conhecê-las melhor para depois formar uma opinião a respeito das atitudes e da personalidade do ser ;D
Ah Dan, acho que é isso é natural do ser humano. Eu também me irrito com umas pessoas, tenho vontade de quebrar elas no meio, mas depois passa ^^
E você não passou mais no meu blog ;///
Beijos!
Você não está sozinho. Olhe ao seu redor, e pergunte pra quem você quiser. Todos julgam, todos já acertaram quando julgaram. Já paciência, é algo que eu não tenho. E digo o mesmo que você, para eu conseguir o pouco de paciência que eu tenho, precisa de tempo. Mas esse tempo tá se esgotando. Me identifiquei demais com isso que você disse, demais mesmo. Parece que simplesmente foi dito pra mim. Eu sei o que você quer dizer, conheço uma pessoa assim. Ouvir a voz dele faz meu sangue subir à cabeça. É irritante. Se não temos paciência, temos que aceitar de alguma forma, eu aceito ignorando. Normalmente funciona
beijo!
Sabe o que eu acho? Que a personalidade de uma pessoa está inteira e completamente ligada à sua aparência! Depois de convivermos tanto com essa dualidade, é inevitável para nós conciliá-la e iguá-la. O único visível problema é que nem sempre nós conseguimos entender a ligação entre as duas características, aí acabamos confundindo… Tanto pelos estereótipos que sempre nos perseguem quanto pela nossa própria visão de mundo minguada…
Mas eu tenho um enorme prazer em ficar imaginando a personalidade das pessoas que eu vejo pro aí, hahahaha! (E acho que a voz entrega de-mais!)
É uma questão de respeitar as diferenças e saber conviver com a individualidade de cada um, por exemplo existe diversas coisas que me irrita fervorosamente, exemplos: o jeito frio dos ingleses o jeito afetivo excessivo dos brasileiros a grosseria demasiada dos turcos, a petulância incalculável dos americanos e o censo de humor blasé dos portugueses, mas é claro as vezes tudo é cultural incorrigível, imutável, e como muitas pessoas que convivemos diariamente são, imutáveis, dificílimas de serem de outra formal adaptadas e convencidas a dar risada de qualquer piada idiota como você citou ou ate mesmo de fazer sempre aquela mesma colocação imprópria sobre determinados assuntos, e ai cabe a nos pessoas “sensíveis” adquirirem ouvidos seletivos, respeitar as diferenças ou ir em busca de novos rostos e mentes. Beijos querido. Excelente post
caracolis sei exatamente o q vc ker dizer nesse seu post.
a gente julga td mundo querendo ou não admitir tal ato. se não julgássemos talvez fossemos pessoinhas menos chatas, ou talvez mais chatas ainda sei lá.
o problema mesmo é como vc citou: é vc conhecer a pessoa e descobrir que ela é ainda mais insuportável depois que a conhece e que seu pré-julgamento estava certíssimoooo – mas com um volume de chatice dessa pessoa ainda pior –
isso me aconteceu algumas vezes já e sei exatamente o quanto é horrível. o jeito é vc ficxar longe dessa pessoa, ou simplesmente trata-la como um nada, um ser completamente insignificante.
Daaaaan!
Where are you? ;o
Saudade, ;*
Só pra te dizer que eu voltei com o blog, que quero saber o que aconteceu nesse meio tempo que não falei com você e que depois eu volto pra ler seu post. ;}
Beijo =*
oooow. cadê vc?
Só pra constar: adorei o ‘mal e mau’ do começo do post, idéia brilhante. (:
É IMPOSSÍVEL não julgar as pessoas. Não é só SEU instinto, é o de todos nós. É natural, é espontâneo. É coisa de ser humano. Até porque, querendo ou não, nossa aparência – e eu não digo só roupas, corpo, essas coisas; digo modo de agir, de falar, de andar, tom de voz, essas outras coisas – diz algo sobre nós, que as pessoas podem interpretar errado ou não. Não é ruim pré-julgar. É ruim se prender ao pré-julgamento, se impedindo de conhecer o real e intrínseco e fazer um julgamento mais justo, com dados, fatos.
Quanto aos índios, eu já cansei de falar: ‘chega com esse preconceito de que índio é bonzinho, é vítima’. Os índios de hoje, em sua grande maioria, não respeitam sua própria cultura e só fingem respeitar para viver ‘mamando nas tetas do governo’, como diria meu professor de história. Eu sou radicalmente preconceituosa com índios. Mas sei que nem todas as tribos são assim…
Você sumiiiu. ):
Tô com saudade dos seus posts mais inteligentes do que a grande maioria de posts que eu sou obrigada a ler todos os dias aqui na net.. Vê se aparece.
Daniela
Você está sumido, Dani. Está tudo legal?
Beijos
te add!
agente conversa assim q o msn deixar d me odiar
xD
bjooo irmão!