sobre confusão sentimental.
Dormir, para mim, é praticamente um ritual. Deito-me e logo me viro de lado para a parede, no canto direito do meu quarto. Depois de um tempo, viro (ainda de lado) para a parede esquerda. Canso. Viro de barriga para baixo e deixo minha cabeça virada para a direita. Canso novamente, viro-a para a esquerda. Mas, não é a posição correta. Viro para a direita novamente e a partir daí, sim, eu consigo dormir. Todo esse ritual por vezes é bem rápido e indolor. Entretanto, há vezes que há um déficit na relação corpo/mente. Meu corpo está cansado, mas minha mente está a fim de trabalhar. O que é raro, portanto, temos que aproveitar. O verbo aproveitar é questionável. O que penso não pode ser considerado aproveitável. O que penso nessas horas em que só escuto o relógio bater nas horas cheias são coisas tolas. E nas férias, todo esse ritual se repete e tem se repetindo por praticamente todos os dias. Obviamente, em decorrência do fato de eu não fazer nada o dia todo. Acontece que, nesses últimos tempos, sempre que deito e começo nesse ritual, tudo que me vem à mente é você!
Você, com seu sorriso de menina, me hipnotizou desde a primeira olhada. Mas ainda era inalcançável. Meninas bonitas não falam comigo. Mas você falou. E quando falou, sua voz era linda. Linda, mas que não deixava de lado a postura, a certeza, a segurança. Eu apenas tenho vontade de me sentar e ouvir você dissertar sobre qualquer coisa; qualquer coisa boba. Eu te ouviria por horas. Seu sorriso me faz rir. Mesmo agora, quando só penso em você, eu rio. Rio, por não saber da realidade desse sentimento. Por não saber se o que estou sentindo agora é o que há tempos não sinto e por ter quase a plena certeza de que meus desejos não serão realizados. Por minha culpa. Por eu ser desse jeito. Por eu não ter coragem de parecer ridículo e infantil na sua frente. Razões bobas para vocês, mas não subestimem o que digo. Não é tão fácil quanto parece. Só quero te ver logo. Só quero parar e ouvir suas histórias. Levar-te pra casa. Ficar com aquele frio na barriga quando você vem falar comigo, quando você liga. Sinto-me importante com você. Como se em tudo que você fizesse, houvesse um danilo alí no canto de sua mente. Não sei o que é isso que sinto. É complexo e simples demais chamá-lo de apenas amor. Não sei se é isso. Aliás, não sei nem diferenciar amor, não sei senti-lo. Não deste modo.
A impossibilidade me enlouquece, o ciúme de algo que não é meu me faz pensar no que quero, realmente. E, sinceramente, no momento, eu só quero que esse ritual do sono se encurte. E que eu pense menos. Menos. E menos em você, porque eu sei.. I’ll break my heart again..
ps.: Por favor, não banalizem o que disse. Volto a reafirmar que tudo isso é apenas uma confusão. Uma confusão sem nome ainda.
Filed under: myself | 3 Comments
Posso dizer que de início achei diferente ver um menino falar de sentimento assim, com essa naturalidade, com essa descrição. E fiquei feliz de ver que homens ainda sentem assim. E conseguem escrever sobre isso.
Bem, não sei o que lhe desejar. Só que tudo dê certo no final. Porque viver nessa incerteza é ruim, mas ao mesmo tempo, sentir esses frios na barriga é ótimo!
Bjitos!
Lembra quando você disse que éramos inteiramente diferentes e que por isso gostava de conversar comigo? Porque eu sempre pensava de uma forma diferente?
Então. Nesse post, eu penso igualzinho a você. Passo, aliás, pela mesma situação e admito achar uma bosta. E, enquanto o meu caso é perdido, torcerei por você ^_^
Escreva mais posts sobre feelings, they’re waaaay better.
Ai irmão que lindo ^^
Sinto falta do tempo em que eu ainda conseguia sentir borboletas brincando em meu estômago só de olhar pra alguém…