sobre… nada.

22Aug08

Creio que a minha vida blogueira e a minha vida acadêmica não podem coexistir em perfeita harmonia. Enquanto estava nas férias, tinha vontade de escrever compulsivamente nesta pequena janela que olho agora. Já quando as aulas começaram, parece-me que sempre tenho coisas mais importantes ou interessantes para fazer. Não estou dizendo que não sinto falta do blog, porque sinto. Digo apenas que a vida universitária é o que eu realmente queria. Durante o colegial via a internet como uma rota de escape para os meus problemas cotidianos e para guardar todas as minhas frustrações diárias. Agora não. Não mais. Deste modo, não sei o que fazer mais com o blog. Estou meio desmotivado. Engraçado é que eu não consigo parar com ele. Já tentei, mas sei que uma nova tentativa resultará em fracasso quando depois de alguns dias eu quiser escrever novamente. Então, não tento mais. Além do fato de me sentir preso a vocês. E isso não se materializa como algo ruim ao meu ver, acreditem!

Sendo assim, senti a necessidade de vir aqui, conversar um pouco com vocês. Traçar um diálogo dentro de um monólogo, talvez. Alguns dirão que isso é impossível, mas quem sabe eu não possa mudar tal concepção. Bem, eu acho que não conseguirei fazer isso. Ater-me-ei, portanto, ao que considero mais fácil, fútil e menos digno de atenção da parte de vocês, porém bem mais fácil de escrever, o que é a minha intenção no momento. O que é, então, o mais fácil de escrever? Eu não sei, sabe?! Digo que tenho uma grande capacidade de não conseguir colocar o que penso em palavras. Quando digo não acreditam, mas tenho.

Eu já disse repetidas vezes sobre a confusão sentimental na qual me meti alguns dias atrás. Já falei da minha satisfação de estar na faculdade. Até esbocei um texto com teor político, ou pseudo-intelectual – como alguns desejam. Não falei, entretanto, da saudade do que deixei em casa. E não digo isso metaforicamente para dizer respeito a minha cidade. Eu digo a minha casa mesmo. Daqueles seres que chamo de família. Eu sempre soube, apesar de muitos duvidarem, que eu não sou tão apegado a minha família assim. Diziam que quando eu saísse de casa, morreria de saudades e todas essas coisas que todos de advertem. Eu não passei por nada disso. Não chorei, nem passei dias desejando estar em casa, longe disso. O que sinto é mais sensível e menos aparente. Sinto saudades, e muitas. Não as expresso com tanta efusividade quanto a expressa por outros. Apenas sinto saudades das pequenas coisas. Gostava de sentir as pequenas coisas do cotidiano de uma vida em família. Sinto falta disso. Sinto falta, mas agora vejo que o que eu estou falando é completamente desinteressante. E sei que é.. portanto pararei de falar. Queria falar de mais alguma coisa, deixar o post bem interessante e bem escrito. Mas não é o que acontece no momento. Mas não quero, ao mesmo tempo, apagar o que escrevi. Assim vou deixar. Assim.



10 Responses to “sobre… nada.”  

  1. Daniloo,
    cara, quanto tempo eu não venho aqui,
    tava sentindo falta da tua presença lá no YESI!

    as vezes me sinto igual à você, as vezes eu sinto que tem um chumaço de algodão no lugar onde deveria estar o meu cérebro.
    auuhheah…

    tudo de bom.
    abraços,

  2. Você sente falta da mordomia da família, isso sim haha :)

  3. Pois eu sou a favor de você voltar aqui, mesmo que seja de vez em quando, mesmo que seja sem pretensão de falar sobre alguma coisa…
    Bjitos!

  4. “quando as aulas começaram, parece-me que sempre tenho coisas mais importantes ou interessantes para fazer”

    faça das suas palavras as minhas. se bem que na verdade o meu problema é falta de tempo. só to passando por blogs pra dizer que ainda estou viva :P

    :**

  5. Poutz irmao… quanto a falta de coerencia entre vida acadêmica e blogueira, sofro do mesmo mal…

    xD

  6. Apareceu o margarido! :D

    Acho que eu sei bem como é essa saudade. Quando a gente morava junto, eu vivia brigando com os meu pais, era coisa de uma briga por semana, no mínimo. Me mudei numa época em que eu não estava falando com a minha mãe, e, na primeira semana que estive sozinha percebi que as coisas não precisavam mais ser assim. Tenho saudade do meu quarto do jeito que ele era, cheio das minhas coisas, se volto pra Campinas agora só encontro minha cama e meu armário vazio, chega a ser triste, porque ainda não me acostumei – pois é, ainda não – com a minha casa em São Carlos, por morar com uma menina (antes minha amiga e que agora a gente não consegue nem mais se olhar) ‘estranha’, não acho que aquela seja a minha casa. Mas eu gosto, assim como eu gosto de voltar, ver meus pais, meu irmão, não brigar com ninguém, e depois ir embora.

    É uma boa experiência. Acho que você não pensava em morar com os seus pais para sempre, né? :D

  7. Heeeeeeeeey, nooossa quanto tempo, será q se lembra de mim?
    poxa vida, adoro ler seu blog, passei no seu antigo hoje e vi que mudou e que está na faculdade o/, estou meio por fora do que anda rolando, mas vou ler mais posts seu ahushuhaushuas
    meu blog era o http://freeloop.blogger.com.br mas o blogger tirou ele de mim ):
    espero quando tiver tempo, passe pelo meu blog novo
    grande beijo e boa sorte na facul!

  8. ahhhh vamos admitir… nao tem coisa melhor que estar em família e ser paparicado por pessoas que amam a gente de verdade… as outras pessoas fingem que gostam, ou nos engolem por necessidade ou por qq motivo tosco!
    vida boa é so na casa de pai e mãe mesmo! =D

  9. “…tenho uma grande capacidade de não conseguir colocar o que penso em palavras.”
    Eu também sofro dessa síndrome, portanto não vou conseguir comentar do jeito que eu gostaria, mas tudo bem… eu sei que você vai entender, rs.
    Abraço.

  10. Ai Dan… eu também sou assim… não consigo ficar com blog e facul ao mesmo tempo, chega numa parte do semestre que eu sempre digo, ah não, hoje não quero postar, e quando vejo, passaram-se meses u_ú
    aliás, acabei de postar depois de meses!
    Beijos, saudades!


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