sobre mim.
As férias chegam e eu, invariavelmente, começo a sentir coisas que pareciam suprimidas na correria dos meus dias convencionais. Não posso dizer que não gosto totalmente desse tempo no qual eu posso parar e refletir sobre minha vida. Eu gosto, realmente. É, geralmente também nessas épocas que eu tenho vontade de escrever. Quero escrever compulsivamente, sobre qualquer coisa.
Então, retorno. Não mais por peso moral para com quem possa estar lendo. Hoje não mais. Hoje, escrevo porque necessito. Coisa que nunca foi presente durante todos esses anos pelos quais passei blogando. A vida acadêmica trouxe algumas coisas positivas para a minha personalidade e essa, realmente, foi uma delas. Passei a necessitar menos aprovação dos outros e mais minhas, que percebi, tinha pouco, realmente.
Passei também, a ser mais corajoso. A falar coisas que antes não tinha coragem. Passei a exercer uma certa influência moral com os que convivo e notei que tenho esse “poder” (não que seja lá grande coisa) e passei a usá-lo, mesmo sabrendo que, muitas vezes, as outras pessoas têm poderes maiores e me dominam completamente e eu acabo por me sentir intimidado. Acontece, voltando ao foco, que essa coragem que sinto, existe. Entretanto, que ela não é tão grande assim como pode soar aos seus olhos.
Eu sempre me senti fraco em relação aos outros. Podem chamar de baixa auto estima ou de qualquer outra coisa que prefira. Não me submeto facilmente aos outros ideologicamente. Eu sou um diplomata nato, sem nenhum mérito aqui, por mais que pareça que estou me gabando. Eu sempre procuro ter pontos de vista multilaterais e, na medida do possível, ver um ponto em comum em visões completamente opostas. Acontece, que quando uma dessas visões é minha, eu tenho que suportar submetê-las, mesmo que apenas diante da opinião alheia, a uma certa submissão. E assim, eu pareço fraco perante a mim mesmo.
Eu não luto pelas minhas ideologias por não querer parecer intransigente. Não preciso ter essa afirmação de sempre estar certo. E isso é péssimo. Quando eu paro e penso, eu vejo que sou um babaca.
Eu sempre dou a razão para o outro, nem que isso signifique que eu vá ficar remoendo sentimentos que sei que não deviam estar lá. Porque eu não fico bravo com as pessoas? Porque eu simplesmente sempre penso, ou prefiro pensar, que sempre haverá uma justificativa plausível o suficiente para tudo? Eu quero perguntar porque você virou as costas para mim. Para esquecer o passado que você não quer mais lembrar por conta de algo que eu nem etava envolvido? Amizade não é uma coisa que se coloca de lado. Eu fiz o que estava ao meu alcance para que você se sentisse melhor e no fim você apenas esqueceu. Hoje, você não consegue sustentar uma conversa (por minha culpa, também) sem parecer sempre com pressa ou sem vontade de falar o que você sente. E enquanto a você. Porque eu não posso dizer a você que te amo. Porque quando eu estou próximo, um surto de covardia me vem à mente e só o que eu consigo pensar é que você é muito bonita para alguém como eu? O que isso importa? Porque eu tenho medo de sair machucado em qualquer coisa? Há verdades que eu não quero ouvir, claro.
No pain no gain me dizem. Eu mesmo me digo. Sei que é verdade, mas como fazê-lo maior que a minha covardia que o meu medo? Parece que eu vivo num laissez-faire, laissez-passer sentimental eterno.
E não basta saber que eu tenho chances para mudar isso. Eu sei que eu tenho. Mas não faço bom uso delas. De algumas das minhas lutas eu já desesti. Desesti por já ter tentato, reatado velhos nós. Mas, a fraqueza e a vontade que eu também não tenho são maiores e o nó simplesmente se solta. E também não sinto lá tanta falta. Agora, a outra luta, ainda há de ser vencida. Se não vencida, pela menos lutada. Porque só eu sei como eu não lutei. Não por falta de vontade. Por falta de coragem.
Coragem é o que sempre faltou em mim. Para tudo.
Não mais, não mais! (Talvez)
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Graças a Deus tem me dado certo ser Bruxa!
Com a briga e divórcio que ocorreu entre o Haloscan e eu, perdi o seu link e ONTEM, exatamente ONTEM não tirava esse meu pequeno homenzarrão da cabeça! Quando vi que havia um comentário seu, ainda mais no post de Natal (que também me lembra você e seus anseios de ter uma família só sua pró-Natal, rs), trouxe-me alegria instantânea!
Obrigada por, ainda que sem querer, atender ao meu apelo!
“Coragem” não sei se é o termo mais adequado; talvez “audácia” soe de maneira mais eficaz, apesar de o dicionário tratá-los por sinônimos. O que quero dizer é que você precisa ser rápido! Rápido em desbancar pessoas e/ou situações em sua defesa, jamais ao ataque de outrem.
No entanto, quero ver uma reavaliação como essa no final do 2º, 3º e 4º ano de faculdade!
Creio que não faltará coragem, nem isso ou aquilo!
Lembra que havia uma blogueira maluca que dizia sobre a importância de se fazer uma faculdade não-paga, ainda que precisasse de cursinho? Então! As pagas não nos lapidam! Não MESMO!
Cuida de ti, anjo-menino.
Fique bem. Sempre.
Tava com tanta saudade de ti, seu tchongo. Num deu notícia, não disse que o aconteceu nesse ano.
Vê se aparece. Se não, como é que eu vou falar contigo? u.u
Como foi o natal?
;*
Eu não acho lá muito negativo ter esse lado de diplomata em si. Acho digno de inveja. Não é necessário dar sempre razão ao outro, mas considero fundamental tentar perceber as razões dele ou dela por trás de seus atos, sabendo que como humanos todos cometemos erros. Diferente disso, você cai na intransigência que, em maior grau, deixa o mundo no estado em que está. Eu estou menos intransigente, e isso é bom, mas tenho um longo caminho pela frente. Da mesma forma que você, acredito, tem que conseguir encontrar um equilíbrio entra a “babaquice” (suas palavras) e essa capacidade muito da útil.
É bom que não queira estar sempre certo, porque normalmente não estamos mesmo. Não é fraqueza a sua aparente maleabilidade. Eu vejo como algo essencial na nossa evolução… mesmo que, num primeiro momento, isso não faça muito sentido.
;*
IIncrível ver um homem desnudar-se assim…!
Confessar seu medos e temores!
Cheguei aqui movida pela curiosidade e me encantei!
Voltarei com tempo para desvendar esses mistérios aqui encontrados!
Beijos avassaladores!